Festival de Siriri - 2014


"Você está muito Parintins com esse cinto", diz com humor a turismóloga Ligiane Dauzacker para Dona Domingas, apontando para o cinturão de penduricalhos indígenas que a fundadora do primeiro grupo de Siriri de Cuiabá carregava ao redor de seu corpo. Ligiane se referia à tradição folclórica amazonense, que tem alguns elementos semelhantes ao Cururu e Siriri de Mato Grosso. Dona Domingas caminhava em direção à porta da sala de imprensa, logo após ter dado uma entrevista para os jornalistas de São Paulo e do Rio, levados pela primeira vez para assistir ao festival em Cuiabá. Dona Domingas é Domingas Eleonor da Silva, uma das lendas vivas da dança popular mato-grossense. "Eu sou uma das mães do Siriri", se autodefine a cuiabana de 53 anos, que há 47 ajuda a resgatar o folclore da região. Nascida na comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, região onde surgiu a cidade de Cuiabá, foi a primeira mulher de Mato Grosso a tocar o tamborim e ganhou fama por enfrentar de igual para igual cururueiros em roda.

A mulher que não deixou o siriri morrer


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